Enquanto o acesso à internet tenta chegar às camas menos abastadas da sociedade, por meio de projetos privados ou incentivos federais de inclusão digital, o comércio eletrônico reitera sua exclusividade para as classes mais altas.
Estudo da consultoria Cetelem aponta que o usuário médio de sites de e-commerce no Brasil tem renda disponível média de 989, 35 reais, enquanto clientes que não costumam fazem compras online têm rendimentos mais de dez vezes menores (86,52 reais).
A análise, feita em parceria com a Ipsos, diz respeito ao ano de 2006.
Mesmo com a elitização, a renda média de consumidores que já comprara pela rede caiu no período, indicando uma ainda tímida "popularização" do serviço.
Em 2005, a cifra que chegou a quase mil reais no ano passado, era o dobro, atingindo 1.827,61 reais.
A exclusão digital que o brasileiro enfrente nas compras online é comprovada também pelo aumento dos usuários que já experimentaram o e-commerce: 5% da população, contra 4% no estudo referente a 2005.
A intenção de compra pela internet cresce no mesmo ritmo no período - enquanto 17% dos entrevistados em 2005 afirmaram ter interesse no e-commerce, 19% disseram o mesmo no ano seguinte, dentro de um universo em que 26% dos brasileiros têm acesso regular à internet.
O cartão de crédito aparece como o meio de pagamento mais popular, utilizado 69% dos clientes, seguido por boleto bancário (25%), depósito identificado (5%) e crediário online (1%).
Mesmo popular, o cartão de crédito figura como principal razão para que muitos usuários não comprem online - 55% afirmaram que não aproveitam o e-commerce por não possuirem o benefício.
A falta de segurança nas transações eletrônicas aparece logo atrás, com citação de 42% dos entrevistados.
Fonte: IDG Now