E-consumidor gasta 10 vezes mais que cliente tradicional, afirma Cetelem
19/04/2007 - 11:43
 
 
     
 
 
26% dos brasileiros têm acesso regular à internet
   
Análise aponta que quem compra pela internet tem renda média disponível de R$ 989,35, enquanto "clientes offline" possuem R$ 86,52.


Enquanto o acesso à internet tenta chegar às camas menos abastadas da sociedade, por meio de projetos privados ou incentivos federais de inclusão digital, o comércio eletrônico reitera sua exclusividade para as classes mais altas.

Estudo da consultoria Cetelem aponta que o usuário médio de sites de e-commerce no Brasil tem renda disponível média de 989, 35 reais, enquanto clientes que não costumam fazem compras online têm rendimentos mais de dez vezes menores (86,52 reais).

A análise, feita em parceria com a Ipsos, diz respeito ao ano de 2006.

Mesmo com a elitização, a renda média de consumidores que já comprara pela rede caiu no período, indicando uma ainda tímida "popularização" do serviço.

Em 2005, a cifra que chegou a quase mil reais no ano passado, era o dobro, atingindo 1.827,61 reais.

A exclusão digital que o brasileiro enfrente nas compras online é comprovada também pelo aumento dos usuários que já experimentaram o e-commerce: 5% da população, contra 4% no estudo referente a 2005.

A intenção de compra pela internet cresce no mesmo ritmo no período - enquanto 17% dos entrevistados em 2005 afirmaram ter interesse no e-commerce, 19% disseram o mesmo no ano seguinte, dentro de um universo em que 26% dos brasileiros têm acesso regular à internet.

O cartão de crédito aparece como o meio de pagamento mais popular, utilizado 69% dos clientes, seguido por boleto bancário (25%), depósito identificado (5%) e crediário online (1%).

Mesmo popular, o cartão de crédito figura como principal razão para que muitos usuários não comprem online - 55% afirmaram que não aproveitam o e-commerce por não possuirem o benefício.

A falta de segurança nas transações eletrônicas aparece logo atrás, com citação de 42% dos entrevistados.

Fonte: IDG Now